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INDÚSTRIA

Estaleiro Detroit é uma referência da indústria naval com DNA itajaiense

Estaleiro já entregou 115 embarcações

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

O estaleiro emprega hoje mais de 500 colaboradores (Foto: Divulgação)

 


Com 19 anos de atuação no mercado da construção naval e 115 embarcações entregues [93 rebocadores, 17 embarcações tipo Platform Supply Vessel (PSV) e dois wellboats], o estaleiro Detroit, de Itajaí, está construindo uma série de quatro rebocadores para a Starnav Serviços Marítimos, equipados com propulsores azimutais, mais duas embarcações tipo wellboats para a Detroit S/A, que serão exportadas para o Chile para serem usadas pelo próprio grupo, com tradição no uso de barcos para a criação de salmão em cativeiro. A empresa trabalha, ainda, com serviços de docagem e reparos, sendo que, neste ano, opera com 80% de sua capacidade.

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“A construção naval está no DNA de Itajaí, assim como a economia do mar como um todo. Isso por conta da nossa localização à foz do rio Itajaí-Açu, onde estão os principais portos de Santa Catarina, diversas empresas de pescados e as principais referências de construção naval no Brasil”, explica o diretor comercial Marcelo Rampelotti.

A empresa opera com 25% de sua capacidade produtiva [de processamento de 12 mil toneladas de aço por ano] e emprega, hoje, cerca de 550 colaboradores, praticamente, um terço do número de empregados no auge da produção da indústria naval em Itajaí. No entanto, o Detroit jamais parou durante a pandemia. E as perspectivas futuras são animadoras.

“Tendo em vista que os blocos de leilões ao sul da bacia de Santos e ao norte da bacia de Pelotas são localizados, relativamente, próximos à cidade de Itajaí, acreditamos que, sendo arrematados, o município possa se tornar um ponto de apoio às empresas que explorarão estes mesmos blocos”, acrescenta Rampelotti. Isso, segundo o executivo, tende a consolidar ainda mais a região como referência na indústria naval brasileira.

 

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INC vai triplicar capacidade produtiva

A INC – Indústria Naval Catarinense - anuncia o aumento das contratações e tem boas expectativas para o ano que vem. A empresa mantém sua planta fabril instalada em Navegantes, há cerca de quatro anos, e atende à demanda da Internacional Marítima, empresa maranhense com mais de 30 anos de atuação na prestação de serviços para os setores marítimo e de navegação. A INC tem capacidade de processar 100 toneladas de aço por mês e gera, atualmente, 150 empregos diretos. Número que deve dobrar nos próximos meses com o início da construção de duas embarcações de grande porte.

“Estamos bastante otimistas com a construção de um ferry-boat a partir do início do ano que vem, o que vai demandar a geração de, aproximadamente, 200 novos postos de trabalho, além de outros novos contratos”, comemora o diretor Josuan Moraes Júnior. A empresa constrói e repara embarcações de serviços (workboats), lanchas para o transporte de passageiros, rebocadores portuários, navios de apoio à plataforma de petróleo, ferry-boats e barcos de pesca. Nos últimos meses, trabalha, também, com reparos navais, serviço que cresce, significativamente, na região.

“Passamos quase dois anos com pouca demanda em função da pandemia, mas a empresa não parou em momento algum. Nesse período, executamos algumas obras de reparos navais em outros estados [como Minas Gerais, São Paulo e Bahia] e a demanda de concorrências públicas aumentou bastante neste semestre, com perspectivas de melhora para o setor”, acrescenta Moraes.

O otimismo do executivo é justificado pela consolidação da região como um importante polo da construção naval no Brasil, com o maior cluster de fornecedores, empresas terceirizadas e mão de obra especializada do país, aliada às perspectivas de crescimento dos setores de petróleo e gás. “Os estaleiros instalados em Itajaí e Navegantes têm ainda, num raio de 100 quilômetros, a melhor metalmecânica do Brasil, com praticamente tudo que a indústria naval requer”, pontua.

Josuan Moraes acrescenta que a retomada da indústria do petróleo com perspectivas de crescimento, os portos com demandas crescentes e com a volta à normalidade pós-pandemia, há excelentes expectativas de crescimento para o setor a partir de 2022. No entanto, a adoção de políticas governamentais eficientes seria crucial para alavancar ainda mais o setor.

 “A indústria naval depende de encomendas perenes e só se consegue isso com políticas de reserva de mercado. Precisamos de garantias de um percentual para conteúdo nacional, incentivos tributários e linhas de financiamentos adequadas”, afirma. Outro desafio é a formação de mão de obra de qualidade para atender a crescente demanda do setor.

 




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