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Mães pela Diversidade

Protesto contra crimes de homofobia

Mobilização foi motivada após rapaz de 22 anos ter sofrido estupro coletivo e ser obrigado a “tatuar” corpo com frases homofóbicas

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

ONG cobra apuração do caso e quer alertar população e órgãos públicos sobre violência contra população LGBTQIA+ (Foto: Divulgação)


O grupo Mães pela Diversidade de Santa Catarina fará uma manifestação pelo fim dos crimes de homofobia e transfobia na tarde deste sábado, a partir das 14h, no largo da Catedral, em Floripa. O protesto foi motivado pelo caso do crime a um jovem  homossexual, de 22 anos, que foi torturado e sofreu estupro coletivo por três homens no dia 31 de maio, na capital. Ele foi hospitalizado em estado grave e recebeu alta na terça-feira passada.


Conforme a coordenadora estadual do grupo, Andrea Carvalho, será feita uma concentração em frente à igreja, seguida de uma caminhada pelas ruas centrais para alertar as pessoas, órgãos públicos e entidades sobre a questão da violência contra a população LGBTQIA+. O grupo vai cobrar rapidez na apuração do caso pela polícia e clamar por mais respeito aos homossexuais, num ato de luta contra o preconceito e a discriminação.

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Andrea comenta que, em razão da pandemia, o grupo não conseguia fazer as mobilizações. “Em função de grande maioria das mães já estar vacinadas, a gente resolveu ir às ruas dessa vez, com esse crime que chocou muito, não só o nosso estado como no Brasil inteiro. Inclusive internacionalmente esse crime está sendo comentado”, disse.

Segundo a coordenadora, diante desse último caso registrado, nenhuma mãe está tranquila, sabendo que o filho está na rua e possa voltar pra casa agredido, ou não voltar.  A principal mensagem a ser estampada em camisetas e faixas pelos participantes será “Parem de agredir e matar nossos filhos”. A mobilização será pacífica e contará com apoio da guarda Municipal e polícia Militar.

Andrea destaca ser muito difícil acabar com a violência contra as pessoas LGBTQIA+, mas o alerta precisa ser feito. Ela avalia que os filhos homossexuais correm maior risco nas ruas de serem agredidos, tanto por falta de respeito ou pela própria ignorância das pessoas.

Caso em investigado

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Além de estupro coletivo, o rapaz de 22 anos foi obrigado a marcar o corpo com palavras homofóbicas. Segundo informações da polícia, os estupradores ainda colocaram objetos cortantes, como cacos de vidro, no ânus da vítima. Após o crime, o jovem foi largado na rua. A investigação é conduzida pela 5ª delegacia e corre em sigilo. O inquérito aponta a motivação homofóbica como a principal causa do crime. 

De acordo com a Andrea Carvalho, o rapaz está traumatizado e não quer se manifestar sobre o assunto. “Mas, felizmente, o menino está recebendo um apoio muito grande da família, o que já deixa nossos corações mais aliviados”, disse.  As comissões de Direito Homoafetivo e do Direito da Vítima da OAB-SC manifestaram repúdio ao crime e prestam apoio ao rapaz e à família.

Conforme a entidade, o rapaz está em casa e recebe acompanhamento psicológico. Os grupos também atuam junto à delegacia e às entidades ligadas à comunidade LGBTQIA+ buscando informações sobre a apuração da autoria do crime.

Após a nota de repúdio da entidade, a própria advogada Margareth da Silva Hernandes, presidente da comissão, foi vítima de ataques e ameaças pelas redes sociais. “Estou sendo atacada ferozmente por bolsonaristas, ofensas fortíssimas, ameaças contra minha integridade física e, além disso, me desejando a morte por covid”, postou.

A advogada bloqueou comentários e pessoas nas redes sociais, e deixou de fazer postagens. Ela registrou um BO e tomará medidas judiciais.

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