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Por Rosan da Rocha - rrocharrosan@gmail.com

A história de um político, o juiz e um povo perdido (parte 2)


Após ação corajosa da Polícia Federal, do Ministério Público e, principalmente,  do JUIZ que, através do devido processo legal referendado por vários juízes e tribunais, conforme explicitado na primeira parte dessa história, prendendo políticos, autoridades e empresários, veio o contra-ataque.

 

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Começaram a disseminar mentiras sobre julgamentos, distorcer interpretações de leis e da própria Constituição, bem como atacar pessoalmente integrantes das forças-tarefas, tudo orquestrado para colocar em dúvida a lisura das investigações, dos processos e das prisões. Uma avalanche de “fake news”, julgamentos esdrúxulos, mudanças de posicionamentos jurídicos já consolidados e outras manobras jurídicas para tentar demonstrar que o JUIZ estava equivocado em suas decisões.

Foi aí que apareceu o POLÍTICO. Embora muitos anos vivendo da política, era desconhecido da imensa maioria do povo brasileiro. Era um político como chamam “do baixo clero”. Mas mau caráter e ganancioso, vendo que havia espaço para alavancar uma candidatura à Presidência, aceitou fazer o papel sórdido de “boi de piranha” dos corruptos que estavam sendo descobertos. Começou o plano: elogiou a Lava-Jato; atacou a esquerda que dizia serem todos comunistas; xingou os políticos corruptos pedindo cadeia pra eles; disse ser contra conchavos políticos e que “bandido bom era bandido morto”. Pronto, falou o que o povo, perdido e iludido, sedento por um “salvador da Pátria”, queria ouvir. Acrescentou valentia, intolerância e ódio contra o “inimigo” e viu crescer sua popularidade. Se lançou presidente como único capaz de enfrentar os criminosos poderosos na defesa do JUIZ e das forças-tarefas que já estavam sendo massacradas pela classe  política e empresários bandidos, bem como por uma turma de autoridades que sempre levaram alguma vantagem, sendo omissos, na chamada zona de conforto.

Daí, sabendo que o JUIZ tinha enorme desejo em mudar o país, instituindo leis claras e transparentes no combate à corrupção, matreiramente acenou que o convidaria para participar de seu governo, fazendo triplicar seus apoiadores que defendiam e torciam pelas forças que combatiam a corrupção, mas principalmente pelo apreço e confiança que depositavam no corajoso JUIZ. E como do outro lado na disputa presidencial havia um político integrante do partido político que governou o país, realizando compra de votos e distribuindo propina, BINGO, se elegeu. Mas agora, na cadeira da presidência, tinha que dar sequência à sua macabra missão: dispensar o JUIZ que aceitou o convite para ser Ministro da Justiça com “carta branca” para atuar.

Após sua eleição veio à tona o cidadão que sempre foi: um POLÍTICO ignorante, incompetente, truculento, mentiroso e que estava disposto a fazer do Brasil um quintal para seus familiares, amigos, integrantes de sua corporação “brincarem” de governar.

Mas tinha o JUIZ que foi convidado ao seu governo com a proposta séria de realizar mudanças, principalmente legais, para estancar, ou pelo ao menos diminuir, a corrupção no país.  E este agora comandava toda a Justiça do Brasil. Enquanto isso, o povo foi às ruas festejar a chegada da honestidade, da preservação da família, da propriedade, do afugento ao fantasma do comunismo, pois estavam no poder o POLÍTICO  VALENTÃO e o JUIZ. Aquele ainda respaldado na esmagadora maioria dos integrantes das Forças Armadas, de onde se originou e que levou massivamente ao poder, para dar aparência de honestidade e coragem na defesa da população que sempre suplicava por um “salvador”. Este, com a credibilidade de ter a coragem de colocar poderosos atrás das grades.

O povo, que não aturava mais o governo anterior, estava radiante, cantando o hino nacional e tremulando a bandeira verde e amarela como nunca.

Mas não durou muito. Era tudo uma farsa, um golpe. O POLÍTICO, juntamente com a turma que o elegeu, precisava mandar à sua maneira, defender filhos e amigos de falcatruas e, para tanto, voltar a se unir à política suja de onde saiu, para com eles mandar no país. Porém, para tanto, teria que afastar o JUIZ. E, em uma reunião ministerial cheia de impropérios, deu o recado: “se eu não puder mexer na segurança pública para proteger meus filhos e amigos, sai o ministro”. Pronto, no outro dia o POLÍTICO, presidente farsante, trocou o chefe da Polícia Federal passando por cima do JUIZ, não cumprindo com o que prometera quando o convidou. Estava na cara que sendo o JUIZ uma pessoa corajosa, de caráter e digna, não seria conivente com esta interferência e, pedindo exoneração, veio a público dizer a verdade para a sociedade. Atitude esta  que deve pautar a todo homem público que vê a população ser traída por político mentiroso. Não existia entre o POLÍTICO e o JUIZ uma relação íntima, particular de amizade. Havia uma relação de confiança política, pública e profissional em prol de um país, que foi quebrada pelo POLÍTICO presidente.

Mas não foi só para não parecer canalha, descumpridor do compromisso que fez à nação. Começou a disseminar ofensas e mentiras, acompanhado por seus fanáticos seguidores, reproduzidas em massa e sem a imediata e devida reação, e o juiz passou a ser chamado de traidor,  odiado inclusive por parte da população que o adorava, numa inversão dos valores éticos e morais, virtudes estas que o POLÍTICO nunca possuiu.

Mas o pior ainda estava por vir. Achincalhando e desacreditando o JUIZ, serviu um prato cheio para os políticos, autoridades e parte do Judiciário que desejavam acabar com a força-tarefa que combatia a corrupção e, de quebra, soltar corruptos e terminar o que já pretendiam.

Contudo, ainda havia a Polícia Federal e o Ministério Público realizando investigações. Estas deveriam cessar, pois estavam chegando em mais políticos influentes, autoridades e agora na própria família e amigos do político presidente.

Tarefa fácil. O presidente mudou o chefe da Polícia Federal, que estancou as investigações.  Nomeou um membro do MP que sequer foi votado por seus colegas para assumir a chefia, mas que cumpriu o que ele desejava: desmantelou a força-tarefa ministerial.

Perfeito, o caminho estava pronto para soltar vários corruptos presos e não prender mais, principalmente um ex-presidente.

Contudo, não poderiam mudar as provas constantes dos processos. Estas são cristalinas, comprovando que todos os julgamentos do JUIZ estavam corretos e bem fundamentadas nos autos.  Mas no Brasil sempre há um “jeitinho”. Não havendo como atacar o mérito das decisões com as provas existentes e robustas, resolveram dizer que o Juiz foi, em alguns casos, incompetente e, em outros, parcial. Assim, anular todas as provas produzidas nos processos faria com que os casos tivessem que ser novamente provados  e, com a demora, gerar a prescrição, ou seja, transcorrer o tempo previsto para que o Estado possa punir. De quebra, soltar quem tiver preso e não prender mais ninguém com base naquelas provas anuladas.

Mais uma vez aquele JUIZ, que cumpriu seu dever e  o juramento que fez quando tomou posse nas duas funções de ser transparente e verdadeiro, viu seu nome jogado na lama, avacalhado por políticos e autoridades poderosas, como também por grande parte da população que, anestesiada pela ignorância e falsas informações, uma parte seguidores do ex-presidente preso e outra do atual presidente golpista e mentiroso, ainda busca fazer de um político seu herói.

Entretanto, para o bem do Brasil, o JUIZ resolveu virar um POLÍTICO, mas isso é outra história.


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