CONFUSÃO
Tá fechado ou não? Entenda o que pode e o que não pode no Morro do Careca
Acesso a pé continua permitido, desde que respeitados os limites da área isolada
Camila Diel [editores@diarinho.com.br]
O Morro do Careca, um dos cartões-postais mais conhecidos de Balneário Camboriú, segue parcialmente interditado por causa das obras do futuro complexo turístico. Apesar disso, o local não está totalmente fechado ao público — o que tem gerado confusão, dúvidas e uma série de reclamações de moradores da região.
O DIARINHO foi procurado por pessoas que vivem e circulam nas proximidades do morro para relatar que, mesmo com a obra em andamento, visitantes continuam acessando áreas que estão oficialmente interditadas.
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Segundo os denunciantes, há dificuldade para conter a entrada irregular, mesmo com a presença de vigilância privada contratada para o local.
De acordo com os relatos, muitas pessoas alegam não saber que o topo do morro está fechado. Elas dizem não ter visto avisos claros sobre a interdição e insistem em entrar na área isolada, principalmente no período da noite. Em alguns casos, segundo os moradores, os acessos são feitos por bêbados, o que aumenta a preocupação com a segurança.
Diante da confusão sobre o que está liberado e o que é proibido no Morro do Careca, o DIARINHO procurou a prefeitura para esclarecer a situação.
Em nota, a prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da BC Investimentos, informou que o Morro do Careca tem cerca de 90 mil metros quadrados de área total. Desse total, aproximadamente 30 mil metros quadrados, correspondentes ao topo do morro, estão interditados por estarem em fase de obras.
Essa área permanecerá fechada ao público até a inauguração do complexo turístico, prevista para o início de 2027. Durante esse período, o acesso de veículos é controlado e permitido apenas para veículos oficiais, moradores da região e equipes envolvidas na obra.
Por outro lado, a prefeitura reforça que o acesso a pé ao Morro do Careca segue liberado. Os visitantes podem subir caminhando, desde que respeitem os limites da área isolada e não entrem no perímetro cercado onde acontecem as intervenções.
O município destacou que as restrições são necessárias para garantir a segurança de moradores, trabalhadores e visitantes enquanto as obras seguem em andamento.
Camila Diel
Camila Diel; jornalista no DIARINHO; formada pela Univali, com foco em jornalismo digital e produção de reportagens multimídia.
