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Deu ruim 

Cerveja pró-Bolsonaro é denunciada na Procuradoria Eleitoral 

Movimento de Combate à Corrupção acusa captação irregular de recursos eleitorais e violação do calendário eleitoral de 2022

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Denúncia é do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE). Foto Reprodução.

E a cerveja criada para arrecadar recursos visando reeleger o presidente Jair Bolsonaro (PL) tá na mira de órgãos de combate à corrupção. A proposta, inicialmente apresentada como uma ideia de empresários catarinenses, teria também financiamento de empresários da cidade de Tangará da Serra (MT), mas acabou gerando uma denúncia na Procuradoria Geral Eleitoral (PGE), segundo informou o portal de notícias Congresso em Foco nesta quinta-feira. A cerveja já havia virado notícia no DIARINHO dias antes.


 

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A denúncia é do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que pede à PGE que apure a denúncia e tome as devidas providências por entender que fazer bebida alcoólica é ilegal, ao configurar arrecadação irregular de recursos eleitorais. Ao DIARINHO, a informação inicial era que havia participação de empresário itajaiense na produção da cerveja, negada pelo comando da Lux Brasil. 

Segundo o Congresso em Foco, a informação sobre a ilegalidade chegou ao MCCE por meio de uma notícia publicada no site “A Bronca Popular”, de Tangará da Serra. A notícia foi divulgada no dia 12 de dezembro e informava sobre o lançamento da “cerveja Bolsonaro”.

Segundo o site, o produto em questão seria uma encomenda de um grupo de empresários ligados à associação de empreendedores Lux Brasil, feito pela cervejaria Salva Craft Beer. A Lux Brasil é uma agremiação de empresários de extrema direita, destinada a difundir valores políticos nesse campo ideológico, e presidida por Emílio Dalçóquio, de Itajaí.

A empresa informou aos jornalistas Guilherme Mendes e Rodolfo Lago que foi responsável apenas pelo envase da cerveja, e que não irá comercializar o produto. No entanto, o produto teria sido anunciado na página do grupo, como apurou o Congresso em Foco.

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“A prática, além de ser ilegal por meio da arrecadação de recursos fora do período permitido também caracteriza ausência de contabilização e prestação de contas”, indicam os autores da nota, membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). O documento foi encaminhado ao procurador-geral da República, Augusto Aras.

De acordo com o calendário eleitoral de 2022, a data para que pré-candidatos iniciem as ações para arrecadação de recursos para campanhas eleitorais é 15 de maio do ano que vem.

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral destaca que é órgão apartidário e que fará denúncias sobre quaisquer ilegalidades, independentemente de partidos políticos à esquerda, ao centro ou à direita.  

“O Brasil agradece” 

O DIARINHO também apurou que havia divulgação da cerveja através de empresários ligados à Lux Brasil. “Nós criamos a cerveja Bolsonaro com o propósito de angariar fundos para a campanha  de reeleição de nosso presidente, e está dando certo, muito certo, porque o pedido é muito grande”, destaca um empresário, não identificado, em um vídeo encaminhado à redação. “O Brasil agradece”, diz outro rapaz, no mesmo vídeo. 

A criação veio na esteira da cerveja “Mito”, lançada em 2018 também com objetivo de dar uma forcinha à campanha eleitoral do então candidato à presidência pelo PSL. Agora, os empresários encomendaram a nova marca – que vem em lata verde amarela, estilizada, com uma foto do “mito” em destaque.

A bebida é fraquinha, perto de outras cervejas: tem teor alcoólico de 3,5% e chega aos seguidores do capitão nas versões lager, mais clara e leve; red lager com toques de caramelo e “schwarzbier”, com notas de café. Cada latinha tem 330 ml.

Em mensagem enviada ao DIARINHO, o advogado do empresário Emílio Dalçóquio, Nicholas Meira, cita que nem Dalçóquio, nem a entidade Lux Brasil, presidida pelo empresário, estão nesta empreitada, e que a matéria publicada pelo DIARINHO é “inverídica” e “falaciosa”. Meira acrescentou que Dalçóquio nunca fez parte ou autorizou qualquer produção de bebida ou evento semelhante.




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