Matérias | Polícia


Desrespeito e desordem

Ato de motoboys é marcado por ameaças e xingamentos

Grupo promoveu protesto em frente à sede do DIARINHO por suposto caso de racismo. Jornal já desmentiu a informação falsa

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

P. inventou história de injuria racial e ainda promoveu algazarra na rua






Na manhã desta terça-feira, os funcionários do DIARINHO foram surpreendidos por cenas de desrespeito e ameaça em frente à sede do jornal. Dezenas de motociclistas fizeram um “ato de protesto”, roncando as motos e gritando ameaças contra os trabalhadores. A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas.


Segundo o grupo de motoqueiros, o protesto seria uma reação a um suposto ato de racismo, que já foi desmentido pelo jornal. Incitados por uma versão mentirosa dos fatos, o ato foi marcado por desordem e desrespeito a quem trabalha e circulava pela rua Têlemaco Pereira Liberato, no bairro Fazenda.

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O suposto ato de racismo denunciado pelo grupo teria acontecido após uma entrega na sede do DIARINHO na tarde de segunda-feira. Os relatos, no entanto, apontam o contrário. Segundo testemunhas, um motoboy trancou a saída de uma garagem com sua moto e, mesmo após o pedido de que retirasse o veículo, deu de ombros e ignorou o pedido.

Advertido de que teria o comportamento reportado ao aplicativo de entrega, o motoboy ainda agiu em ‘câmera lenta’. “Você está sendo folgado, estacionando em local particular e indevido”, disse a motorista bloqueada pela moto.

Horas depois, um homem de iniciais P. H. S. P., 33 anos, registrou um boletim de ocorrência por "injúria racial" alegando, de forma mentirosa, que foi chamado de “preto folgado” por uma mulher, na sede do DIARINHO.

Além do BO, o motoboy provocou o “ato” em frente à sede do jornal, que teria o intuito de combater o racismo, mas foi marcado por agressões, ameaças e desordem.

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O DIARINHO reforça que o rapaz foi sim cobrado pela atitude desrespeitosa em frente ao jornal na segunda-feira, mas que nenhuma palavra ofensiva ou preconceituosa foi proferida. Além disso, reitera posição contra o racismo e lembra que a Justiça tem a competência de julgar e condenar quem praticar eventual crime desta natureza.

Ameaças

Às 9h30 desta terça-feira, o motoqueiro voltou ao prédio acompanhado de um grupo não identificado. Além das ameaças e xingamentos, também impediram o acesso de clientes ao prédio do jornal.

Eles dispersaram-se antes da chegada da PM e da Guarda Municipal, mas voltaram a intimidar mais duas vezes somente na manhã desta terça.

Para as funcionárias da empresa, todas mulheres e melindradas durante o turno de trabalho da manhã, o bando gritava: “racista, sai do prédio se for mulher”.

Uma senhora que fazia a limpeza das vidraças foi xingada várias vezes e sequer sabia o motivo das agressões. A sede da empresa tem sistema de monitoramento por câmeras e as imagens serão disponibilizadas à justiça e à polícia.

Professora foi impedida de entrar no DIARINHO

Flávia Cristina Machado Antunes Neves, 42 anos, estava chegando na sede do DIARINHO no momento em que os motociclistas faziam a manifestação de intimidação e ficou revoltada. “Eu sou cliente do DIARINHO. Sou negra e fico revoltada. Se a gente quer lutar pelos direitos das minorias, não é através do vitimismo, é através da lei”, disse Flávia, que é professora.

Ela teve a passagem impedida pelo bando. “Eu vi naquela manifestação um oportunismo, não uma manifestação. Se ele fez um boletim de ocorrência, ele que espere a justiça através da lei. Aquilo ali foi um absurdo. Ele estacionou atrás do carro, ele obstruiu a passagem da pessoa. Não é porque é motoboy que ele pode cometer infrações, isso que me revolta”, argumentou.

Flávia ainda contou que ficou sabendo de toda a situação e percebeu que o motoboy inverteu a narrativa. “A menina pediu pra ele sair, e ele inverteu toda a história, para se vitimizar. Se ele quisesse fazer justiça, teria feito o BO, uma reclamação à Justiça. Fazer aquela coisa ridícula, atrapalhar o trânsito, a passagem dos clientes, não é esse tipo de representatividade que nós, negros, queremos”, opinou a professora ouvida pela reportagem.




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