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DENÚNCIA

Cabeleireiro foi vítima de homofobia em casamento

Profissional, que estava com o marido, foi agredido por convidados

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Agressões rolaram dentro do clube Guarani, no centro de Itajaí (foto: arquivo)

O coletivo Mães pela Diversidade de Itajaí divulgou nota de repúdio contra as agressões homofóbicas sofridas por um cabeleireiro durante uma festa de casamento no dia 2 de outubro, no clube Guarani, no centro de Itajaí. O grupo organiza um ato contra a homofobia no próximo sábado, dia 27, para cobrar a apuração do caso pelas autoridades e a punição aos responsáveis pelo crime.


“É inadmissível qualquer tipo de violência, preconceito e ausência de respeito de cunho racista, machista, homofóbica ou que fira a dignidade de qualquer pessoa na nossa cidade”, diz o manifesto da entidade. O protesto do grupo será em frente ao salão de beleza Studio Effe, na rua Uruguai, no centro de Itajaí, a partir das 9h. 

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Conforme Denise Leoni, integrante do Mães Pela Diversidade, o cabeleireiro foi vítima de homofobia no dia do casamento de uma cliente. Ele estava junto com o companheiro, que trabalha no mesmo salão. Os dois eram convidados da festa e também estavam trabalhando fazendo o penteado da noiva.

Os ataques homofóbicos teriam partido de convidados da festa. O cabeleireiro foi agredido e chamado de “viado”. Ele foi ajudado pela cerimonialista do evento, que evitou que as agressões continuassem. O cabeleireiro registrou boletim de ocorrência, mas o caso só veio à tona na semana passada.

Conforme Denise, os agressores seriam pessoas influentes. A vítima e o companheiro tiveram medo de ameaças e represálias e, por isso, não divulgaram o episódio inicialmente. “O medo após o ocorrido fez com que eles ficassem reclusos. Só tomamos conhecimento na quarta-feira [passada]”, relata Denise.

O caso está sento acompanhado por uma advogada. Ele preferiu ainda não relatar detalhes do ocorrido no dia do casamento e, por orientação da advogada, pediu pra não ter o nome divulgado. O DIARINHO pediu esclarecimentos por e-mail à sociedade Guarani sobre o episódio e não teve resposta até o fechamento desta matéria.

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Atos preconceituosos contra homossexuais e transexuais foram equiparados como crime de racismo pelo supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento em 2019. Pelo entendimento, praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito devido à orientação sexual é considerado crime. A pena vai de um a três ano anos de prisão, além de multa.




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