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balneário camboriú

Morro do Careca, passarela da Barra e mercado serão licitados

Propostas de parcerias foram discutidas com a comunidade, associações e a iniciativa privada

Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]

Tobogã foi idealizado para o local FOTO - JOÃO BATIISTA


O processo de sondagem de mercado para levantar os possíveis interessados no plano de concessões do complexo Turístico Morro do Careca, da passarela da Barra e do futuro mercado Público de Balneário Camboriú encerrou na semana passada após 18 reuniões. Foram ouvidos empresários, empreendedores, moradores e representantes de entidades. Houve maior participação a respeito da ocupação do morro do Careca, com metade das entrevistas dedicadas ao futuro do espaço.


A BC Investimentos, que toca o processo, encerrou as reuniões individuais com participantes na última sexta-feira, após três semanas de entrevistas. O trabalho levantou informações de investidores, analisou riscos, ouviu sugestões e discutiu propostas, entre outros dados que serão usados na avaliação da viabilidade das concessões.

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“A sondagem de mercado foi extremamente positiva. Ela nos subsidiou com informações fundamentais pra gente elaborar o nosso termo de licitação e pra que a gente tenha um trabalho conjunto com o investidor e com a sociedade civil”, destacou a presidente da autarquia, Maria Pissaia.

O próximo passo será a elaboração dos editais de licitação, com previsão de lançamento na metade do ano. Antes, porém, o legislativo precisa aprovar os projetos de lei que autorizam as concessões. As minutas de lei são tocadas em paralelo e devem ser enviadas à câmara em breve. “De um a dois meses após a aprovação das leis, a gente imagina que tenha esses termos de licitação lançados”, afirma Maria.

De acordo com a presidente, as informações levantadas nas reuniões serão usadas na preparação dos editais, considerando as sugestões e respeitando cada região. “A sondagem de mercado é uma ferramenta utilizada não só pra ouvir os interessados em investir, mas também a sociedade civil organizada”, disse.

Na passarela da Barra e no morro do Careca, espaços que já são usados pela população, Maria destaca que os acessos devem ser mantidos sem a cobrança de ingressos. Os critérios estarão nos termos dos editais. Durante a elaboração dos documentos, ainda serão definidos os valores e o tempo previsto das concessões.

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Mercado integrado ao bairro da Barra

A proposta de concessão do futuro mercado Público, no bairro da Barra, prevê que a empresa que ganhar a licitação, deverá construir a estrutura. Em razão disso, a presidente da BC Investimentos observa que o processo deverá ser mais demorado. “Mas está andando concomitantemente à concessão da passarela da Barra e do morro do Careca”, informa.

A sondagem fez reuniões com empresas interessadas na construção e também ouviu pescadores artesanais sobre o projeto. Haverá ainda novas discussões com a comunidade pra explicar como o empreendimento deve funcionar. Informações de viabilidade econômica estão sendo levantadas.

“Vai ser um mercado com  restaurantes, produtos artesanais, produtos diferenciados, pra que a gente mantenha um pouco a cultura da região da Barra”, destaca Maria. Segundo a presidente, a manutenção das características históricas e culturais do bairro é a principal demanda da comunidade.

“O mercado público, de certa maneira, vai tentar manter isso, com a casa Linhares ao lado, com a praça do Pescador. A ideia é que realmente se preserve bastante a cultura da Barra”, completa. O projeto do mercado já foi discutido em audiência pública em 2019. A proposta é estimular a economia local e se tornar um novo atrativo turístico da cidade.

Morro do Careca pode ganhar restaurante, novos quiosques, trilhas e até um tobogã

Morro do Careca pode abrigar restaurante panorâmico e tobogã até a praia do Buraco

A primeira semana de sondagem envolveu a concessão do Morro do Careca. Além de empresários, foram ouvidos representantes das associações de moradores da praia Brava e da Praia dos Amores e de associações de paraquedismo e voo livre. As entidades defenderam manter o parque aberto à visitação e ao voo livre.

Segundo Maria, a medida vai constar na licitação, mantendo o acesso sem cobrança e a pista de voo livre que existe no topo do morro para a prática do esporte. “A empresa concessionária vai poder explorar o voo comercial, como já era explorado, para que as pessoas tenham experiência de voos”, ressaltou.

Entre as propostas da sondagem está a de um restaurante panorâmico que seria construído na área aberta onde já tem concreto e é usada pra estacionamento. Também poderão ser erguidos quiosques,  criadas trilhas ecológicas e de observação de aves. Ainda teve sugestão de tobogã que desceria do morro em direção à praia do Buraco.

A concessão do morro vai resolver uma situação de abandono que persiste desde 2019, quando a justiça suspendeu as atividades da associação de voo livre que administrava o local e determinou que a prefeitura fizesse uma licitação pra exploração do complexo. A entidade atuava com base em um termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas o entendimento foi que isso não dispensava a necessidade de licitação.

Desde então, o local já sofreu com vandalismo, sujeira e falta de manutenção. Atualmente, o acesso ao morro está bloqueado devido às restrições da pandemia, mas visitantes ainda furam a barreira.

Passarela da Barra

Para a exploração da passarela Manoel Firmino da Rocha, que liga a barra Sul ao bairro da Barra, foram sete reuniões. Com a concessão, o local, hoje sob gestão da secretaria de Turismo, seria mantido pela empresa vencedora. A falta de cuidados, como casos de quebra de elevadores e iluminação precária, é a principal queixa dos usuários que usam a travessia.

A licitação prevê o uso de espaços ociosos da passarela para atividades econômicas. A sondagem levantou propostas de instalação de restaurantes, que aproveitariam a vista panorâmica, e de museu de música eletrônica e museu do Santos Dumont. Ainda foi sugerido um núcleo de empresas de tecnologia e inovação.

“Na passarela da Barra, nós ouvimos a sociedade preocupada na manutenção da cultura da Barra, para que a gente pensasse esse trabalho junto com a secretaria de Cultura”, comentou Maria Pissaia. A concessão não afetaria o uso dos elevadores e a  circulação de moradores e visitantes.

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