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IBrX50 em Recuperação Pós-Covid: Para onde vamos a seguir?

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Desde os primeiros sinais de agravamento da crise global de saúde pela Covid-19, os principais índices econômicos despencaram no Brasil e no mundo. Desde então, nem o receio de uma segunda onda chegou a simular algo parecido com a série de circuit breakers de março de 2020. Com o começo do planejamento de distribuição de vacinas contra o vírus Sars-CoV-2, os movimentos no mercado são de otimismo. Com isso, um dos principais indicadores do desempenho dos ativos brasileiros, o IBrX50, tem demonstrado sinais claros de recuperação.

O que é o IBrX50?

Mesmo os brasileiros que sabem como funciona o mercado de ações podem não estar familiarizados com índices muito importantes para medir o seu desempenho. O Índice Brasil 50, ou IBrX, indica o desempenho médio de 50 ativos mais representativos do mercado de ações brasileiros, compreendendo apenas ações e units. Os critérios para que uma ação seja abarcada no disputadíssimo índice são:
  1.       Estar entre as 50 ações com maior índice de negociação nos últimos 12 meses (anteriores à renovação do índice).
  2.       Ter tido presença nas negociações em ao menos 4/5 dos pregões também nos doze meses anteriores à formação dos componentes.

Quais ativos o compõem?

 O ideal é sempre verificar o site da B3, a depender da época em que se busca saber os ativos que compõem o IBrX50. No entanto, há diversas ações bem conhecidas dos investidores brasileiros que estão sempre presentes, tais como:
  •         ITUB4 (Itaú)
  •         PETR4 (Petrobras)
  •         B3SA (B3)
  •         BBDC4 (Bradesco)
  •         ABEV3 (Ambev)
  •         ITSA4 (Itaú S.A.)

Por que é importante acompanhá-lo?

 Entre os principais indicadores econômicos, a variação no Ibovespa costuma ser referência, aquele dado verificado no fim do dia para acompanhar a carteira. No entanto, o fato de o Ibovespa ser centrado na liquidez o torna um índice mais volátil. Normalmente, indica-se o IBrX50 como um melhor parâmetro para análises de risco-retorno.

Qual foi o impacto da Covid-19 sobre o índice IBrX50?

 Em janeiro de 2020, o IBrX50 havia atingido a sua máxima histórica, junto a outros tantos indicadores econômicos. Dois meses depois, atingiu níveis não vistos desde 2017, devido à pandemia e a instauração de um medo generalizado em todo o mundo.

Para onde estamos indo?

 O final de novembro e o início do mês de dezembro trouxa para 2020 um fôlego que já era esperado somente para 2021. A aceleração da aprovação de vacinas foi suficiente para superar até mesmo o medo da segunda onda, que continuara a assombrar o continente europeu. Embora os valores ainda não tenham alcançado os níveis recordes de janeiro, a distância é pouca e possivelmente será compensada em breve. É claro que a ocorrência de algum imprevisto ou até mesmo um “cisne negro” não é impossível, e quem negocia em bolsa se mantém atento a isso.

Quais outros índices acompanhar na bolsa de valores?

 Acompanhar o IBrX50 como termômetro da atual situação econômica é útil, mas sozinho dificilmente será de ajuda para o planejamento dos investimentos. O próprio e já citado Ibovespa, a variação do dólar e, claro, as notícias a respeito do cenário político e econômico mundial devem fazer parte de uma análise holística. Além do IBrX50, o IBrX100 (versão mais ampla) e o Ibovespa, convém ficar de olho nos seguintes índices:
  •         IEE – Índice de Energia Elétrica: as ações do setor elétrico são definidas como seguras e fazem parte de muitas carteiras. Saber como anda o setor especificamente é de grande auxílio para muitos investidores.
  •         IVBX-2 – Índice Valor BM&FBOVESPA: identifica o retorno de uma carteira só composta por títulos de empresas com excelente conceito no mercado.
  •         INDX - Índice do Setor Industrial: o setor industrial, sempre em foco quando o assunto é progresso econômico, pode ter seus principais ativos avaliados diretamente por esse índice.
  •         SMLL - Índice Small Cap: épocas de dificuldade econômica, algo que ainda pode ser uma realidade no cenário pós-Covid, costumam afetar small caps que dependem de maior investimento.
Por fim, vale frisar que, apesar da grande variedade de índices disponíveis, assim como acontece na análise de ativos, um exagero na quantidade pode atrapalhar uma investigação. Então, faça uso deles com parcimônia, e tente avaliar quais se adequam ao seu perfil de análise.
 




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