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Prefa do Balneário não cumpre prazo e derruba casa com tudo dentro

Foi indenizada pelas obras do Binário, mas tinha até 25 de dezembro pra deixar a baia. Agora, tá na rua da amargura com os quatro filhos

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Não sobrou pedra sobre pedra. Cristiane Gonçalves, 32 anos, encontrou a baia onde morava com o marido e os quatro filhos, na tarde da última segunda-feira, em ruínas. Móveis, roupas e lembranças da família foram soterrados. A casa fica na rua Nicarágua, rota de ampliação da avenida Martin Luther, o Binário, em Balneário Camboriú. Conforme o acordo firmado com a prefa, Cristiane tinha até o 25 de dezembro pra deixar o local. No entanto, nos cinco dias em que a família ficou fora pra que a casa fosse dedetizada contra ratos, a prefa da Maravilha do Atlântico deu uma de traíra e colocou tudo abaixo.


 

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Bastaram 10 minutos pra destruir as lembranças dos 10 anos que Cristiane morava na rua Nicarágua. Além dos bens de valor, como geladeira, fogão e computador, a muié perdeu as fotos da infância dos filhos e todas as roupas da família. “Eu fiquei sem casa com quatro crianças. Estou usando roupa emprestada. Estou de favor na casa da minha mãe”, desabafa, inconformada. Cristiane ainda relata que, com as desocupações feitas pra dar continuidade às obras do Binário, muitos ratos surgiram dos escombros. Com medo de transmissão de doenças, ela mandou dedetizar a casa e ficou fora por uma semana.

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Apesar disso, garante que deixou tudo em ordem, comida no armário, roupa de molho na máquina. Todos os dias, Cristiane também ia até à baia para alimentar os cachorrinhos. Vinte dias antes de vencer o prazo pra muié desocupar a casa, cuja indenização será de R$ 310 mil, ela recebeu a notícia que a prefa antecipou a destruição. “Meu marido me ligou e disse que tinham derrubado a casa. Eu achei que era brincadeira, mas fui lá conferir. Foi muito difícil. Eu não acreditei”, lamenta. Cristiane diz que não deu pra recuperar coisa nenhuma. Todos os pertences estavam sob os escombros. “Eu não entendo por que a prefeitura fez isso, não há justificativa”, desabafa.

O advogado Fábio Fabeni orienta a muié a entrar com uma ação indenizatória na Vara da Fazenda, alegando quebra de contrato por parte da prefeitura, perda de bens e danos morais e materiais.

Vizinha viu tudo

Quando o trator estacionou em frente à casa de Cristiane, no início da tarde do dia 5, a vizinha Maria Simonete Eing, 41, dainda correu pra informar ao Marco Dalmas, coordenador da secretaria de Planejamento que supervisionava a atividade, que a baia ainda não estava desocupada. “Eu disse pro Marco avisar à família, mas ele entrou no cercado e disse que lá não tinha nada de valor”,w relata. Segundo Maria, levou 10 minutos pra casa ir pra chón. A muié acredita que a prefa fez isso pra pressionar a saída dos outros vizinhos e diz que tá com medo de deixar a casa sozinha e ter o mesmo castigo da colega de muro.

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Prefa alega abandono

O abobrão do Planejamento do Reino da Dinamarca, Auri Pavoni, e o coordenador do setor, Marco Dalmas, asseguram que a casa da muié virou pó antes do tempo limite pra desocupação porque o imóvel estava abandonado e invadido por andarilhos.

“Não tinha nada no local, não tinha mais portas, nem janelas. Os vizinhos estavam reclamando dos andarilhos. Se o local estava abandonado, não tinha por que manter a casa de pé”, justifica Auri.

O barnabé Marco ainda afirma que a partir do momento que a família deixou a casa, não havia mais bem particular. “Em duas semanas nós não conseguimos localizar a proprietária. A casa estava abandonada há pelo menos 15 dias”, conta Marco, contrariando a versão de Cristiane. Até o momento, 59 dos 75 imóveis já foram indenizados pra desocupação no entorno do Cristo Luz, num custo de quase R$ 15 milhões. A obra de ampliação da avenida Martin Luther está orçada em 34 milhões de reales.

Quando concluído, o Binário funcionará como via de escape pro fluxo de veículos da atravancada avenida do Estado Dalmo Vieira.


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