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Itajaí

Gurizão lelé que tava apavorando no bairro Gravatá é internado em hospital psiquiátrico

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Os surtos dum rapaz com problemas psicológicos em terras dengo-dengos vinham tirando o sossego da comerciante F.G., 55 anos. Segundo a muié, o guri tem ataques e sai pela city fazendo arruaça. “Ele vem aqui [na loja dela] e faz a maior bagunça. Quer mexer em tudo. Arrombou carros, até. Pelo que soube, a prefeitura internou ele em uma clínica lá em Florianópolis, mas ele voltou e continua fazendo as mesmas coisas. Tem dia que ele tá normal, mas de repente fica transtornado. Já ligamos pra meio mundo e ninguém faz nada”, lasca. A comerciante não sabe o nome do rapaz, mas acredita que ele tenha família. “Na verdade, a única coisa que eu sei é que ele mora no São Domingos 2 e vem aqui pro Gravatá fazer bagunça. Como ele é transtornado, temos medo de reagir e ele revidar violentamente”, comenta.


 

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A prefa de Navega informou, no dia 13, que não conhecia o rapaz. No dia seguinte, no entanto, a reportagem foi informada por uma funcionária do centro de Atenção Psicosocial (Caps) que o gurizão tinha sido encaminhado pro instituto Psiquiátrico de São José (IPQ), na grande Florianópolis, onde receberia tratamento. A funcionária, que não quis se identificar, contou que a família abandonou o rapaz. Uma assistente social já foi conversar com os parentes dele para explicar que o cara precisa de cuidados especiais. Se a parentada virar as costas pro guri, pode responder pelo crime de abandono na dona justa.

O secretário de Saúde da city dengo-dengo, Juliano de Maria, confirmou a transferência do homi pra Floripa, após a autorização da família do rapaz. O abobrão informou que, em casos mais graves como surtos, os pacientes são encaminhados pro IPQ, já que lá o suporte é mais qualificado. “Geralmente vão para lá casos mais difíceis. Os pacientes ficam de 10 a 15 dias internados. Recebem toda a medicação correta. Quando se acalmam, voltam para cá. Então, aqui no Caps é dado continuação ao tratamento iniciado. É como a diferença entre o hospital e o postinho”, explica.

Como funciona o CAPS

O Caps de Navega está ativo desde 2008. Lá, pacientes com problemas psiquiatrícos ou dependentes químicos recebem tratamento. Juliano explicou que ninguém é forçado a permanecer no centro e que o atendimento surte efeito quando é fruto da própria vontade da pessoa tratada. “Hoje, temos oficinas de artes, costura, música, terapia em grupo e psiquiatra disponível”, conta o abobrão. No Caps, trabalham 12 funcionários, entre enfermeiros, médicos, psicólogos e professores. “O número exato de pacientes não dá para ser calculado, já que varia de acordo com o dia”, comenta. Ao perceberem que as pessoas tratadas não estão recebendo apoio da família, o Caps envia assistentes sociais para conversar sobre o paciente. Caso não resolva, os assistentes fazem um documento que é enviado para o fórum de Navega. A família tem que responder à justa pelo abandono de incapaz.


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