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Polícia investiga quadrilha que faz adoção

Suspeita surgiu quando uma mãe assumiu ter entregue o filho recém-nascido, debaixo dos panos, pra um casal do Paraná. Há suspeitas de que o caso esteja relacionado com o sumiço de um bebê de dentro do hospital

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

A formação de uma possível quadrilha metida com adoção ilegal tá sendo investigada pelo conselho tutelar e pela polícia Civil de Camboriú. O bizu começou depois que uma mãe assumiu ter entregue o filhote recém-nascido pr’um casal de Curitiba. Há suspeitas de que o caso esteja relacionado com o sumiço de um bebê de dentro do hospital da city, no final de novembro.


 

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Tiras e a turma do conselho Tutelar tão desconfiados da ação da quadrilha depois que duas tretas rolaram com crianças recém-nascidas na city. Na sexta-feira a galera do conselho e do núcleo de combate à pedofilia recebeu a informação que uma mãe havia entregue o filho pra adoção conhecida como à brasileira, quando a criança é registrada como filha lnatural dos adotantes sem passar pelos trâmites legais.

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As otoridades baixaram numa casa do bairro São Francisco de Assis, conversaram com a moçoila de 21 anos e ela assumiu que fez tudo por debaixo dos panos. Disse que é mãe solteira, estava desempregada, morava há apenas três meses na região e não tinha condições de cuidar do bebezinho que nasceu em 9 de dezembro. “A mãe disse que tinha dado a criança pra uma família de Curitiba”, conta o conselheiro Manoel Mafra.

Pressionada, a guria avisou ao casal que, assustado com as consequências, trouxe a criança de volta e a entregou para o conselho Tutelar. Agora o bebê está num abrigo da city, à espera de uma adoção legal.

O conselheiro Valmor Dalago informa que, pra tentar despistar as otoridades, a mãe e o homem de Curitiba que iriam adotar o bebê chegaram a registrá-lo no cartório de Camboriú, como se ele fosse o pai do menino. “Isso é falsidade ideológica e de documento”, lasca Dalago.

A mãe e o casal foram fichados, ganharam o arrego de responder em liberdade e nos próximos dias serão ouvidos oficialmente pela polícia. A moça que entregou a criança terá até esta semana pra sisplicar pra dona justa. Ela já estava com passagem marcada pra voltar pro Maranhão, sua terra natal, onde deixou um filho de quatro anos que é criado por parentes. “Ela alegou que não sabia que isso é proibido. Então explicamos que é crime”, afirma Valmor. A equipe de investigação da depê de Camboriú não quis comentar o assunto que corre em segredo de justiça.

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Há mais casos sendo investigados

Pro pessoal do conselho Tutelar, esse caso pode estar relacionado a um possível esquema de adoção ilegal que estaria rolando na Capital da Pedra. A suspeita é que mães ou parentes de recém-nascidos firmam acordos, seja de grana ou favores, com casais interessados em pegar as crianças pra adotar. Depois, os casais, geralmente de fora da região, desaparecem sem que fique registrado que eles adotaram os bebês. O correto é que todo processo passe pela dona justa e os nomes dos responsáveis e pais fiquem registrados por lá, pra caso seja necessário um contato futuro. “Às vezes até mesmo para casos de saúde”, ressalta o conselheiro Valmor.

O caso da garota do Maranhão que entregou o filho pro casal do Paraná é o primeiro caso registrado na city, mas há outras suspeitas sendo investigadas, revela Valmor. Uma delas é o desaparecimento de um bebê de dentro do hospital de Camboriú, em 24 de novembro. A mãe, Suriel Serpa, 37, deixou a criança aos cuidados de uma mulher que se disse chamar Ana e se fez passar por conselheira tutelar, enquanto passava por uma consulta. O neném nunca mais foi visto. Suriel jura que foi enganada pela mulher, mas a polícia não descarta a possibilidade de alguém próximo a ela ter entregue a criança.

O caso é investigado pela Diretoria de Investigação Criminal (DIC), que ainda não tem pista da safada que levou o bebê.

Adoção ilegal é crime

Entregar criança pra adoção ilegal é crime previsto nos artigos 242 e 299 do código Penal. A lei prevê de dois a seis anos de reclusão ou penas mais amenas em casos em que é possível reverter a situação sem risco ao bebê. Casos assim devem ser denunciados ao conselho tutelar da cidade.


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