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Itajaí

Atirador executa motora da secretaria de Saúde

Assassino mandou vítima se ajoelhar no meio da estrada e tascou dois balaços na cabeça Motorista, que morreu na frente da casa de uma amiga, tava cumprindo em liberdade pena por violência sexual

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Félix Antônio de Freitas, 47 anos, motora da secretaria de Saúde da prefa de Itajaí, morreu ontem de madrugada depois de ser vítima de um atentado a tiros no meio de uma rua do bairro São Vicente. O assassino ainda não foi identificado e não deixou pistas. Oficialmente, a polícia não sabe dizer o motivo do crime, mas suspeita-se de vingança, já que ele tinha passagem por violência sexual.


 

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O crime aconteceu na rua Manoel Francisco Coelho, perto da esquina com a rua Otávio Cesário Pereira, na frente da baia de uma amiga de Felix. Às 22h20 de quarta-feira, ele tava por lá dentro de um Peugeot 307, de cor prata, quando um homem apareceu de armas na mão.

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O assassino, um rapaz baixo, magro e de camisa preta, arrancou Félix de dentro do carango pelos cabelos e o jogou no meio da pista, contou ao DIARINHO uma moradora da rua Manoel Francisco Coelho, que assistiu à cena do quintal da sua casa. O atirador mandou o motora da prefa se ajoelhar e depois, sem qualquer dó ou piedade, o executou com dois balaços. Ninguém soube dizer pra polícia como o criminoso fugiu.

Morreu no Marieta

Os tiros atingiram o pescoço e a cabeça e Félix ainda resistiu por um bom tempo. Ele foi atendido pelo corpo de bombeiros e levado pro hospital Marieta Konder Bornhausen. Aos primeiros minutos da madruga de ontem, morreu na sala de cirurgia.

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O atentado aconteceu exatamente na frente da casa da pensionista Sandra de Souza, 49, amiga de Félix. Ela não tava em casa, mas chegou logo depois dos tiros. “Ele contou pro Samu que era um assalto e que ele reagiu e daí o homem atirou”, disse Sandra ao DIARINHO.

Sandra estava numa sorveteria com uma neta, quando recebeu a ligação de um vizinho dizendo que tinha um assalto na frente da sua baia. Quando chegou em casa, viu o amigo Félix estirado no meio da rua. Sandra diz que o amigo estaria voltando da igreja.

Apesar da história do suposto assalto, a amiga não soube dizer porque mataram Félix, mas garantiu que ele era um homem honesto. Era ele quem a levava pra fazer fisioterapia num postinho de saúde. “Pra mim ele era um pai, vai fazer uma falta grande”, lamentou.

De acordo com a polícia Militar, Felix já tinha antecedentes criminais por violência sexual. O motora da secretaria de Saúde cumpria cana na penitenciária de Joinville e estava gozando da regalia do regime semi-aberto.

Até ontem, apesar do atirador ter feito o atentado de cara limpa e na frente de testemunhas, a polícia não havia identificado o autor do crime. A partir de hoje, o caso será investigado pelos tiras da divisão de Investigações Criminais (DIC).


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Publicado 05/05/2021 23:45



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