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Itajaí

Presidiária morre com seis balaços

Ex-marido chegou a ser detido como suspeito, mas foi liberado por falta de provas

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

A noite de quarta-feira foi a últi­ma da jovem Ana Paula de Andra­de, 20 anos. Ela foi morta com seis tiros no bairro São Paulo, em Na­vegantes, bem no meio da rua. A polícia Militar chegou a prender o ex-marido de Ana, J.M.A., 25, mas ele foi liberado mais tarde por falta de provas. Pra família de Ana, não há dúvidas de que ele foi o autor dos disparos. O casal já tinha ficha suja na polícia e ambos estariam cumprindo pena. A moça assassi­nada saiu no dia 23 do cadeião do Matadouro pra curtir os festejos do Natal e do Ano Novo em casa.


 

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O assassinato rolou às 21h20, quando Ana Paula caminhava pela rua Padre João Pivato. Ela foi surpre­endida por um homem que surgiu em sua frente com um revólver em punho e disparou seis vezes. A pre­sidiária levou dois tiros nas costas e quatro na altura do peito. Ela morreu na hora.

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Quando a polícia Militar chegou no local, minutos após o crime, o povão apontou J. como autor dos disparos que mandaram Ana pro além. O rapaz, que já cumpriu pena por tráfico de drogas, foi en­contrado em sua baia, também no bairro São Paulo, na companhia da mãe e da atual mulher.

J. negou o crime e as duas mu­lheres foram seus álibis, dizendo que estavam com ele na hora em que Ana foi executada. Mas duran­te a conversa, o celular do rapaz to­cou e um dos fardados atendeu, se fazendo passar por ele. Uma pessoa que não se identificou teria pergun­tado se tudo deu certo e disse que se precisasse de um advogado, iria providenciar um para ajudá-lo. De­pois desligou o telefone.

Por conta da ligação estranha e de uma bucha de maconha encon­trada na casa, J. foi levado pra de­legacia. Depois de um papo com os tiras dengo-dengos, ele foi liberado por falta de provas.

J. é natural da Maravilha do Atlântico e tem uma ficha criminal grande em Navegantes. Pelos ar­quivos da PM, ele tem anteceden­tes por tentativa de homicídio, por­te ilegal de armas, tráfico de drogas e dois cados de violência contra mulher. J. tá em liberdade provi­sória do presídio de Itajaí, onde cumpre pena por tráfico.

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Ana Paula também não era flor que se cheire. Ela cumpria pena por tráfico de drogas. Ana deixou dois filhos, com idade entre dois e três anos.

Mulher acusa ex-marido

Uma tia Ana, que pediu para não ser identificada, acusa J. de ter ameaçado a sobrinha várias vezes depois da separação. Os dois viveram juntos durante dois anos e nesse tempo a moça era vítima de violência doméstica.

Há cerca de dois anos, J. foi preso por tráfico e há pouco mais de um ano foi a vez de Ana tam­bém ir pra cadeia. Foi quando o relacionamento deles terminou. “Ele a abandonou quando ela mais precisava”, descasca a tia, indignada com a liberação de J. da depê. “Já vimos ele por lá, bairro São Paulo, hoje”, disse, sem engolir a história de que faltou provas pra deixar o cara na cadeia.


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