Matérias | Política


Itajaí

O que rolou na Política nos últimos três meses deste ano?

Teve troca-troca de partidos, pesquisa de intenção de voto, projeto de lei plagiado e (pra encerrar à altura) vereadores em greve

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Crônica de três meses de cobertura política na região


 

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Na primeira semana de outubro rolou mais negociata política do que, certamente, durante todos os nove meses anteriores. O troca-troca de partidos só podia rolar até o dia 7, um ano antes das eleições do ano que vem, conforme determina a legislação eleitoral. E foi assim: teve gente mudando de sigla às pressas, outros ameaçando sair só pra valorizar o passe dentro da legenda e alianças inesperadas. Isso foi só uma palhinha do que ainda vem pela frente. 2012 tá chegando!

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Mas depois que a tensão aliviou nos partidos e cada um já estava acomodado nas suas devidas siglas (novas ou não!), o clima da política da região não esfriou. Teve quem não engoliu as mudanças. Em Itajaí, por exemplo, Marcelo Sodré (PDT) ficou inconformado com a saída do vereador Maurílio Moraes da tchurma dos brizolistas peixeiros pro PSD. O presidente do partido ameaçou romper a aliança que tinha sido recém firmada com Jandir Bellini (PP). Mas não o fez! Ameaçou apelar pra dona justa pra conseguir o mandato do parlamentar fujão. Também não fez!

Por outro lado, na vizinha Navegantes, o rombo foi maior. E as consequências ainda podem rolar. Num mesmo dia, três dos quatro vereadores do PMDB anunciaram a saída da sigla e da bancada de oposição. Maria José Flôr foi pro PSD; já Ezequiel Antero Rocha Junior e o presidente da câmara, Alcídio Reis Pera, o Cidinho, foram pro PSL. E não ficou por isso.

No comecinho de novembro, os suplentes do PMDB entraram com processo no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acusando os fujões de infidelidade partidária e pedindo a vaguinha deles na casa do povo dengo-dengo. O processo tá rolando. Inclusive, mês passado teve até polícia Federal (PF) na parada. Como teve parlamentar se escondendo pra não receber intimação, a dona justa pediu uma ajudinha da puliça pra encorajar os medrosos a assinarem o papéli. Mas o martelo só deve ser batido em 2012 – antes ainda do veredicto nas urnas.

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Troca-troca

01/10

Faltando uma semana pra acabar o prazo de filiação pra quem quer concorrer na eleição do ano que vem, começou o entra e sai. Principalmente porque tinha acabado de ser autorizado pela dona justa o registro do PSD. E teve confusão. Em Itajaí, destaque pro vereador Maurílio Moraes que deixou o PDT e foi pra nova sigla. E em Navegantes também teve rolo. O PMDB perdeu três dos quatro parlamentares que tinha. Apenas Fredolino Bento (PMDB) ficou. Em novembro os suplentes do PMDB entraram no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pra conseguir o mandato dos vereadores fujões. Até agora não saiu o veredicto.

Povo desapontado

11/10

Surgiram denúncias contra a prefa da Penha, de superfaturamento na compra de materiais escolares. Os três vereadores de oposição tentaram, mas os cinco parlamentares da base do governo Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB) derrubaram a instauração da “CPI do apontador”.

Ficou 10!

21/10

Depois da pressão de entidades e manifestação do povão que era contra o aumento do número de vereadores durante as sessões, os parlamentares de Balneário Camboriú decidiram pelo arquivamento do projeto que acrescentava sete cadeiras à casa do povo. Com isso, ficou como tava. Em 2013, a city vai continuar com 10 vereadores.

MMA dos Prefeituráveis

25/10

De olho em 2012, o DIARINHO fez uma série de entrevistas entre os quatro pré-candidatos a prefeito de Itajaí. Durante a semana, Deodato Casas (PSDB), Jandir Bellini (PP), Luiz Carlos Pissetti (DEM) e Níkolas Reis (PT) responderam e fizeram perguntas pros adversários. Apenas Jandir se esquivou. Mas o duelo serviu pra colocar tanto os políticos quanto os leitores no clima do ano eleitoral.

Que deselegante!

10/11

Pela internet, um gurizão se atreveu a criticar o prefeito de Balneário Camboriú, Edson Periquito (PMDB). Só o que ele não esperava era que o homem-pássaro entraria na conversa e comentaria a postagem. Pior, Periquito se descontrolou e xingou o rapaz de um monte de nomes feios: começou com “canalha”, depois “idiota” e no fim já tava dizendo que o cara era “bichinha”. O plá descontrolado rolou no Facebook – um saite de relacionamento público, onde qualquer um podia ler o quebra-pau. No entanto, Periquito negou ser o internauta desbocado. A assessoria do prefeito excluiu o perfil, mas até hoje ele não registrou o boletim de ocorrência.

Plágio no orçamento

11/11

Quem tinha uma justificativa cabível pra não ver o erro no texto da lei orçamentária de Itajaí foi justamente quem percebeu a falha. Cego desde a juventude, foi o vereador Marcelo Werner (PCdoB) quem conferiu e percebeu que o projeto especificava “despesas do município de Porto Velho previstas para o exercício de 2012”. Com o nome da capital de Rondônia onde deveria estar o da city peixeira, a tramitação do orçamento do ano que vem foi suspensa. E o DIARINHO confirmou que a cagada era maior do que apenas o nome do município trocado. A reportagem comparou o texto da lei orçamentária de Itajaí e de Porto Velho e constatou que números também foram copiados. Só no trecho analisado, a diferença do valor extrapolava em mais de R$ 1 milhão o valor correto. Depois de muito auê, o texto foi corrigido e aprovado pelos vereadores.

Tchau, Bellini!

18/11

O DEM de Itajaí reuniu a executiva e o diretório municipal pra decidir se continuariam ou não aliados ao prefeito Jandir Bellini (PP). Todos votaram. Ao final, 75% dos 72 democratas foram favoráveis à independência da sigla. Agora o DEM peixeiro corre entre a base governista e a oposição.

Jandir inelegível?

25/11

Uns jornalecos que circularam na prefa em 1998 podem acabar com as chances de Jandir Bellini (PP) chegar ao quarto mandato como prefeito de Itajaí. Na época, o material de divulgação gerou uma ação civil pública contra Jandir e o vice-prefeito João Omar Macagnan (DEM). Os dois foram condenados por improbidade administrativa. Entre um recurso e outro, só em setembro do ano passado foi batido o martelo em definitivo. Agora ficou a dúvida: de um lado a oposição defende que o prefeito está inelegível, por outro, a tchurma de Bellini diz que está tudo ok. E agora?

Quanta indecisão

26/11

Ao ouvir a pergunta “em quem você vai votar pra prefeito na eleição do ano que vem?”, mais da metade dos entrevistados da Penha não respondeu. Na abordagem espontânea feita pelo instituto de Pesquisas Sociais (IPS) da Univali, os indecisos lideram com 53,97%. O nome mais lembrado é o do atual chefão da prefa, Evandro Eredes dos Navegantes (PSDB), que foi apontado por 32,66% dos eleitores, seguido pelo líder da bancada de oposição na câmara de Vereadores, Aquiles Schneider da Costa (PMDB), com 6,77%.

Livre do processo

12/12

A dona justa não acatou a denúncia-crime por improbidade administrativa e corrupção passiva, feita pelo Ministério Público, contra o ex-governador Leonel Pavan (PSDB). As acusações eram resultado da operação Transparência, feita pela polícia Federal em 2009 e que envolveu abobrões que estiveram no comando do governo da Santa & Bela e empresas apontadas como sonegadoras de impostos. Mesmo assim, uma semana depois, a promotoria da Moralidade Administrativa de Floripa recorreu da decisão. Ainda querem a cabeça do tucano.

Periquito na frente

14/12

Na abordagem espontânea do instituto de Pesquisas Sociais (IPS) da Univali, a maioria dos 635 entrevistados não citou nome algum. Edson Periquito (PMDB) conseguiu 32,44%, enquanto que o próximo nome mais citado foi o de Leonel Pavan (PSDB), com apenas 3,78%. E na pesquisa estimulada, o IPS Univali formulou quatro cenários diferentes – sempre com algum tucano concorrendo contra o homem-pássaro. Em todas as hipóteses, se a eleição fosse em dezembro, Periquito seria reeleito com folga.

Greve dos vereadores

15/12

A paralisação dos médicos e dentistas de Balneário Camboriú se alastrou. E os vereadores da oposição também resolveram cruzar os braços. Como o prefeito Edson Periquito (PMDB) garantiu desde o início que não iria negociar com os grevistas, cinco parlamentares resolveram fazer o chefão da prefa provar do mesmo veneno. Até que o homem-pássaro se acerte com os dotores, os edis vão empacar a pauta. Depois, aumentaram a causa do berreiro e acrescentaram a insatisfação dos barnabés por causa do plano de Cargos e Salários. Acabou o ano e seis dos 10 parlamentares continuam dispostos a seguir a greve na casa do povo.


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